Archive for the 'Análises' Category

30
Ago
09

Análise do jogo Fallout 3

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A história deste jogo podia ser igual a todas as outras, mas esta tem um enorme historial que as demais não possuem. Ela é o culminar de uma série de três episódios que se todos quiserem não vai ficar por aqui.  Quem jogou os dois primeiros Fallout, conhece muito bem o enredo que a Bethesda criou: guerras nucleares, grupos de sobreviventes que lutam contra mutantes inchados pela radiação, tudo muito bem engendrado pelos seus autores.

A maior novidade do novo jogo, é a transição para um mundo tridimensional que deslumbra logo no primeiro contacto. Os jogadores incarnam a pele de um jovem e assistem ao seu crescimento, desde o seu nascimento até ao dia em que saiu do abrigo, à procura do seu pai. O momento mais memorável do seu crescimento é quando recebe o seu Pip-Boy Model 3000, um equipamento que todos os sobreviventes do Vault 101 recebem dos seus pais. Como ele, a nossa personagem vai conseguir sobreviver aos perigos do mundo. A passagem dos dois mundos é bastante caótica; se num estávamos abrigados de todos os perigos, no outro somos apenas mais um a tentar sobreviver, e começa logo no primeiro segundo do nosso contacto.

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É uma visão deslumbrante, olhar para o horizonte e ver um mundo queimado pelas asneiras dos homens, estamos na Wasteland. Parte dos sobreviventes desta imensa terra árida encontra-se abrigada no Megaton, que é uma espécie de forte, construído com os destroços da guerra e que vai ser o nosso centro nevrálgico nos primeiros tempos de sobrevivência. Fallout 3 é um jogo híbrido, meio de acção, meio RPG, e possui um sistema de combate muito especial. Sendo um RPG, era natural que tivesse um sistema de pontuação que melhorasse as habilidades da nossa personagem. Sendo assim, apresento-vos o S.P.E.C.I.A.L., um sistema de melhoramento de habilidades que permite fortalecer a nossa personagem ao longo do jogo. Divide-se por várias àreas, desde medicina, armas pesadas, e algumas oferecem pontos extras.

Os primeiros tempos de vida são muito repetitivos. A nossa personagem precisa de crescer em habilidade e para que tal aconteça, tem que pesquisar tudo o que se encontra ao seu redor. Os primeiros combates são contra gigantes baratas e cães que por causa da radiação, ganharam novas forças. No início, é complicado lidar com estes perigos, mas a saída de Megaton é essencial para rechearmos o nosso equipamento primitivo. Quando estivermos preparados com melhores armas, podemos começar a lidar com o sistema de combate, o V.A.T.S., que nos permite escolher a zona mais fraca do nosso inimigo e automaticamente atingi-la sem grandes complicações. Naturalmente que podemos optar por um combate normal, mas em determinadas partes do jogo, o V.A.T.S. garante-nos mais probabilidades de sobrevivência.

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E ao descobrirem a Central Wasteland, outrora a poderosa Washington D.C., vão perceber que este mundo não é apenas infestado por baratas gigantes e cães mutantes. Também existem os grandes mutantes, aranhas gigantes, piratas e muito mais. Se queremos procurar a resposta para as nossas questões, temos que ultrapassar todos estes perigos.

Muito sinceramente, gostei da jogabilidade do jogo. O sistema V.A.T.S. é simples de entender e apenas temos que dispender algum tempo para perceber o funcionamento do nosso Pip-Boy Model 3000. Um dos pontos essenciais é percebermos que temos de obrigatoriamente guardar parte dos objectos que recolhemos no mundo exterior. Se não o fizermos, ficamos pesados e passamos facilmente para a posição de presa, em vez de caçador. As quests são imensas, e algumas provavelmente não vamos conseguir terminar quando chegarmos ao fim de Fallout 3. Repetir de novo o jogo, e seguir outra via, é importante para desbloquearmos os Achievements.

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Graficamente, está mais que deslumbrante. Chega ao ponto de ser possível identificar os famosos monumentos de Washington D.C., como a Casa Branca. Mas o que me deixou atordoado, foi a visão do enorme porta-aviões… simplesmente brilhante. O contraste entre a Capital Wasteland e os seus arredores é chocante. Se de um lado temos uma visão árida cheia de radioactividade, do outro existe a tristeza dos prédios semi-destruídos. Os efeitos sonoros estão ao nível da qualidade do jogo, sendo aconselhável o uso de um bom sistema audio.

O único senão, é o abuso de alguns erros que o jogo apresenta, e que de vez em quando nos obriga a repetir alguns episódios, porque ficamos presos no “nada”. Se conseguirmos usar o sistema de transporte do nosso Pip-Boy Model 3000, somos uns sortudos, porque o normal é ficarmos mesmo presos e termos que recomeçar da última gravação do jogo. Fallout 3 também cai no erro da repetição de cenas, algo que nos pode aborrecer porque temos de nos deslocar várias vezes ao mesmo local para conseguirmos completar determinadas quests. Outro aspecto que achei menos bem, é o visual de algumas criaturas, bastante aberrantes e quando a noite cai e ficamos sem saber onde andamos… o sistema de luz não é o mais

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A versão PC deste jogo requer um computador potente para funcionar plenamente, o Toshiba X300 apesar de ser um portátil é um desses computadores, as imagens e o som são dois dos pormenores que mais se valorizam aqui. Fallout 3 é um bom jogo, que se extende por muitas e muitas horas de pesquisa e tem a mais-valia dos conteúdos extras que os criadores desenvolveram e que criam novas personagens e novo rumo na própria historia.

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11
Ago
09

Análise do jogo Singstar: Morangos com Açúcar

morangosanalisesEm 2004 a Sony inventou uma enorme pepita de outro ao lançar o primeiro karaoke para a PlayStation 2 chamado Singstar. Os jogadores casuais começaram a olhar para a consola não só como uma consola de videojogos e descobriram uma boa forma de organizar uma festa espectacular, com poucos gastos e sem sairem de casa. Assim nasceu a singstarmania!
Foi preciso esperar algum tempo para aparecer o primeiro Singstar com músicas portuguesas que foi logo recebido com entusiasmo pela já vasta comunidade de fãs. 4Taste, D’ZRT, André Sardet, Xutos & Pontapés, David Fonseca e The Gift são os primeiros artistas que abriram caminho para que outros tivessem a oportunidade de entrarem no universo Singstar.

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Em 2007 Singstar Latino entrou no mercado e incluia músicas de Nelly Furtado, Paulo Gonzo, Anjos, 4Taste, Entre Aspas, Mickael Carreira. A série musical da Sony estava a preparar-se para um salto descomunal, que aconteceu em Março de 2008 com o lançamento da PlayStation 3 e o primeiro volume Singstar para a nova consola da Sony. Se antes os jogadores se divertiam com os seus, a partir deste momento tinham o mundo aberto através da gigantesca comunidade online, que a partir daí numa mais parou de inovar com a criação de pequenos vídeos das suas canções favoritas e que depois eram colocadas na galeria online do jogo.

Crianças, jovens, adultos, casais e idosos, mostravam os seus dotes para o karaoke, alguns até conseguiram verdadeiras legiões de fãs com fantásticas imitações.

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E assim chegámos ao novo volume Singstar, dedicado exclusivamente ao universo Morangos com Açúcar, produzida e emitida na estação de televisão TVI. É impossivel negar que esta série marcou e ainda marca uma verdadeira revolução no panorama artístico português. Foi nela que os portugueses descobriram actores como Diana Chaves, Daniela Ruah, Francisco Menezes, Joana Solnado, entre outros. Esta série também foi a principal responsável pelo aparecimento de novos grupos musicais, D’ZRT, 4Taste e Just Girls, de onde se destaca o cantor Angélico que recentemente recebeu um disco platina pelo seu primeiro álbum musical.

Singstar: Morangos com Açúcar é um bom jogo musical, inclui muita diversão que vai agradar todos os fãs da série e de cada um dos grupos musicais e que é capaz de ajudar-vos na organização de uma verdadeira festa de verão.

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10
Ago
09

Análise do jogo Onechanbara Bikini Zombie Slayers para a Wii

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Onechanbara Bikini Zombie Slayers é um jogo violento. E porquê? Porque temos direito a personagens femininas desnudadas, e muito sangue espalhado pelo ecrã.

Graficamente não é excelente, mas cumpre os requisitos mínimos, sendo que como ponto positivo temos a velocidade a que o jogo corre, sem quebras e com bastantes inimigos no ecrã. Os efeitos especiais também estão bem conseguidos. No entanto, a apresentação é fraca, com menus pobres e com apresentações de texto corrido narrado por uma voz japonesa a dar mais alguma informação no início de cada nível. Um bom pormenor é que as vozes estão em japonês o que ajuda a criar um ambiente mais próximo da animação japonesa, mas, ainda assim, os diálogos das personagens são sem chama, sem vida. Os cenários usados no jogo são simples e vazios, e a sequência leva-nos a uma sala ou área onde temos que eliminar todos os inimigos para podermos avançar para a seguinte. Mas tudo podia tornar-se mais divertido se os cenários fossem destrutíveis, e isso traria certamente maior dinamismo à aventura. A banda sonora não é de todo atractiva, e é mesmo algo repetitiva, assim como os efeitos sonoros dos golpes.

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A jogabilidade é simples mas pode tornar-se complicada devido à possibilidade de criar combos. As combinações são mais que muitas, e a confusão pode-se instalar. Para não complicar utiliza-se maioritariamente o ataque principal. Este ataque é feito com um movimento do Wii Remote para os ataques com a espada, ou com o nunchuk para os ataques físicos. Estes movimentos podem ser feitos de forma aleatória, no entanto, para certos ataques temos que mover o comando mais lentamente, e com movimentos precisos, para a frente e para trás, ou para cima e para baixo. À medida que vamos atacando, a nossa espada enche-se de sangue, e quando atinge o máximo, temos que nos livrar desse sangue pressionando o Botão B e agitando o Wii Remote. Estes pequenos movimentos dão algum gozo, mas para os ataques comuns, e que são usados em 80% do tempo, termos que agitar o comando durante muito tempo torna-se cansativo.

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Inimigos há muitos, e com muita variedade. Ao longo dos níveis há uma evolução onde temos que utilizar técnicas diferentes para podermos eliminar certos inimigos, como usar pontapés para desarmar, e depois então podemos desmembrar por completo o pobre do zombie. Uma verdade deste jogo é que estes zombies são de facto… muito zombies. A inteligência dos inimigos é um bocado ridícula, ao ponto de mesmo se estivermos quietos, os inimigos só nos rodearem e poucas vezes nos atacarem, e em muitas das investidas nem nos chegam a acertar. É óbvio que o jogo está criado para se mutilar com relativa facilidade de forma a criar uma sensação de poder, mas ainda assim eles podiam dar mais luta.

Inicialmente podemos escolher entre duas personagens, sendo que no final do jogo ainda desbloqueamos uma nova personagem. Cada uma delas tem a sua própria história, o que ajuda na longevidade, e assim percebermos melhor toda a trama do jogo. Uma boa adição é que com o acesso à nova personagem desbloqueada, podemos usar armas de fogo. Estas testam a nossa pontaria com o Wii Remote, o que acaba por dar uma lufada de ar fresco à jogabilidade. Infelizmente, as armas não têm munições infinitas. Para além das personagens desbloqueadas, temos dois níveis de dificuldade iniciais (no final do modo Normal é desbloqueado o modo Hard) e podemos ainda escolher entre uma série de modos de jogo que nos obrigam, em quase todos, a jogar o mesmo jogo mas em circunstâncias diferentes.

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Onechanbara Bikini Zombie Slayers é acima de tudo um jogo arcade, acessível e divertido, mas que facilmente se pode tornar repetitivo e com pouco incentivo para se continuar a jogar até ao fim. Recomendado a quem gosta muito de zombies ou então para quem o encontrar à venda a preço de amigo.

[blip.tv ?posts_id=2478990&dest=-1]

Análise feita por: André Santos

23
Jul
09

Análise do jogo Guitar Hero Metallica

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Quando os primeiros acordes de Master of Puppets se soltam na nossa consola, ficamos com a certeza absoluta que estamos no reino dos Metallica. Admito que é para mim muito complicado escrever sobre um Guitar Hero, o facto de me transformar num blogger, obriga-me a analisar e escrever sobre jogos que normalmente vivo intensamente sem necessitar se expôr num texto tudo o que vai na alma. Falar num dos maiores grupos de heavy metal da actualidade aumenta a minha responsabilidade, especialmente quando estamos a falar no seu videojogo, num trabalho onde todos eles deram o melhor que garantir uma experiência única aos jogadores.

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Quem é fã deste tipo de jogos sabe que as músicas dos Metallica costumam aparecer nas listas dos Guitar Hero, a maior diferença é a inclusão de grande parte do reportório do grupo e sobretudo do aumento da dificuldade do jogo. Para fazer esta comparação toquei a música One na versão Guitar Hero III e comparei-a com esta nova versão. Garanto que a velocidade com que as notas aparecem e a diversidade aumenta substancialmente na versão Metallica.

É certo que com esforço e muito treino somos capazes de completar os níveis de dificuldade mais complicados e para isso temos a ajuda da nova guitarra. Tenho aqui um aviso, a guitarra que acompanha as versões anterior a World Tour não funcionam nesta versão dos Metallica e nas futuras versões de Guitar Hero.

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O lineup inclui músicas de outros grupos, por exemplo temos uma música do Queen, Slayer, System of Dawn entre outros. Se quiserem completar todos os troféus ou achievements ficam a saber que precisam de todos os instrumentos. Como sempre para além dos habituais modos de jogo, temos a oportunidade de compor músicas e depois as partilhar, um ranking a nível mundial para aumentar o ego dos puros artistas e o modo cooperativo que gostava de realçar porque é a demonstração que este tipo de jogos ajuda tremendamente no convívio com amigos e familiares (experimentem colocar os vossos pais a tocar bateria!).

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Sendo um jogo onde toda a importãncia está localizada nos instrumentos e nas músicas, tudo o que vem por acréscimo é apenas uma necessidade que a estrutura do jogo exige. Apesar de tudo admito que a Neversoft me surpreendeu com a simplicidade do ecrã, está tudo compacto o que ajuda quando temos uma parte mais complicada para tocar. O baixo é mais simples de tocar que a guitarra onde vamos encontrar partes musicais que exigem um grande exercício dos nossos dedos.

Guitar Hero Metallica vai fazer as delícias dos fãs do grupo e do jogo e recomenda-se vivamente!

23
Jul
09

Análise do jogo Afro Samurai

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Ninja Gaiden, Devil May Cry, Afro Samurai? Bem, podemos de facto inserir o jogo da Atari neste exclusive grupo de jogos inspirados nos samurais, mas precisamos também de realçar que este é um jogo que também se distingue devido aos vários pormenores que foram incluídos na sua história e na forma como se apresenta na nossa consola. A começar com o facto de ser um verdadeiro “cell-shaded game”, uma peculiar forma de desenvolver videojogos e que por vezes resulta em grande qualidade.

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Afro Samurai no geral oferece uma boa qualidade de jogo, mas podia ser melhor do que é na realidade. Comecemos com o positivo do jogo…

Quem já experimentou deve ter identificado uma das vozes que empresta o talento às personagens de Afro Samurai, isso mesmo, Samuel L. Jackson é um dos actores de Hollywood, mas há mais! O jogo apesar de ser de lutas, tem muitas cenas cómicas, especialmente no que diz respeito aos diálogos. A nossa personagem é bastante humorada, gosta de vez em quando lançar umas bocas e é um perito na arte das espadas. É certo que é um pouco esquisito, penso que nunca tinhamos visto um samurai… africano, mas resulta brilhantemente .

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Atacar, defender, atacar, usar as habilidades que o jogo nos concede, é o procedimento mais adequado se queremos avançar no jogo. À nossa disposição temos ataques fracos e fortes, os primeiros afastam os nossos inimigos mas não garantem um dano muito grande, os segundos podem enfraquecê-los, deixá-los tontos e indefesos para o nosso segundo ataque. Podem acabar com os inimigos desta forma, usando diversas combinações, mas se querem realmente dignificar a vossa condição de samurai, então devem usar a habilidade Focus.

Basicamente com o Focus e usando sabiamente, possuem um manancial conjunto de ataques devastadores, capazes de liquidifcar os inimigos em segundos. Visualmente é estonteante, um pouco sanguinário, por isso se não conseguem ver demasiado sangue a espalhar-se no ecrã do vosso monitor, usem-no com cuidado.

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O problema de Afro Samurai é que ao avançarmos o mesmo torna-se muito repetitivo, não existe uma variação na história, apenas matamos, matamos, matamos e deparamos com os inevitáveis bosses. Aqui o caso muda de figura, alguns são fáceis, outros nem por isso e requerem toda a nossa imaginação e uso do Focus. Curiosamente estas figuras incríveis e maléficas possuem um humor igual ou mesmo melhor que a nossa personagem.

Outro problema do jogo tem haver com alguns estagnados “saves point”, isto é, em certos níveis quando vamos gravar deparamos com a bilhante notícia que não funciona. Não esquecendo o facto de que se morrermos temos de repetir tudo de novo… tudo de novo? Finalmente para terminar os aspectos negativos de Afro Samurai, gostava pessoalmente de pedir carinhosamente aos produtores da Bandai que tentassem para a próxima incluir uma camera de jogo mais eficiente… esta não é das melhores.

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Apesar de tudo, se querem um jogo divertido, com um incrível visual e essencialmente umas tardes bem humoradas, Afro Samurai é uma boa escolha.

23
Jul
09

Análise do jogo Resident Evil 5

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Dez anos depois de Racoon City, Chris Redfield regressa para mais uma grande aventura, agora em África, numa aldeia chamada de Kijuju onde foi descoberta uma infecção que transforma as pessoas. A ajudá-lo, Chris vai ter a companhia de Sheva Alomar uma agente local. Aqui inicia-se uma das novidades deste jogo, uma cooperação entre duas personagens, que ao longo da aventura se vão ajudar, lutando e protegendo-se de todos os perigos.

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Esta cooperação é mais relevante quando nos deparamos com os bosses de nível e onde sózinhos não conseguimos avançar. Outro pormenor deliciante deste título é o facto de existir diversos puzzles, ou enigmas que quando desvendados ajudam-nos a progredir no terreno. Em todos os cenários existe a possibilidade de aproveitar-nos da capacidade de pararmos a progressão dos inimigos. Podemos explodir barris de pólvora, deitar abaixo palheiros, desviar objectos, mas essencial é sabermos quando devemos parar e atirar a matar, sem vermos em perigo a nossa vida e a da nossa companheira.
Épica podemos considerar a luta final com Albert Wesker que com movimentos tipo Matrix, nos vai dar muitas dores de cabeça e impedir que alcançemos a vitória final. Aqui vai ser necessário muita coordenação entre equipa e aproveitamento dos pontos fracos do adversário. Parece complicado mas com paciência tudo se consegue.

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Graficamente e na minha opinião este Resident Evil é bastante diferente dos anteriores. Há mais luz e cor, o ambiente africano dá a todos os cenários uma mística muito própria. O inventário continua bastante limitado, mas agora é possivel combinar porções mágicas com armas, evoluíndo-as de forma ajudar-nos em determinadas situações. Sugiro uma boa gestão e escolher minuciosamente aquilo que queremos levar connosco. Existe a possibilidade de trocarmos objectos com a nossa companheira, ou em vez de os agarramos deixarmos para que seja ela a agarrar.
O facto de ser necessário pararmos para disparar as armas, pode ser no início uma dificuldade, mas ao longo do jogo com a prática até tornou-se numa vantagem que bem usada pode ser benéfica para nós. Por outro lado é necessário relembrar que não é obrigatório matar todos os inimigos, podemos contorná-los ou simplesmente fugir para longe. Já os bosses o caso muda de figura, mas por exemplo o primeiro onde apenas temos de o encurralá-lo e incinerá-lo num gigantesco forno.

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Resident Evil 5 é um bom jogo de acção, possui um modo multiplayer que prolonga a sua longevidade e apresenta vários achievements desafiadores para quem gosta de atingir o seu nível máximo. O modo cooperativo encontra-se bem estruturado e apenas lamentamos a limitação do inventário e a impossibilidade de pararmos, escondermos e dispararmos a nossa arma. Para quem gosta deste género de jogos, fica bem servido com o jogo da Capcom.

23
Jul
09

Street Fighter IV

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Ryu, Blanka e companhia regressaram para mais uma sessão de pancadaria à moda de Street Fighter. Ao quarto episódio, a Capcom elevou a qualidade da série a um excelente nível e ao mesmo tempo colocou o patamar da dificuldade numa zona que só os predestinados são capazes de atingir. O melhor deste jogo é o regresso dos doze lutadores clássicos e da inclusão de seis novas personagens. Mas nem tudo são rosas…

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Para termos acesso a todos vamos ter que completar várias vezes o jogo, se por um lado pode ser monótono (acreditem que não é), do outro é essencial porque a quantidade de combos e de factores que podem ajudar-nos a derrotar os adversários, requer muito treino e calos nos dedos. E se tudo já me pareceu um pouco complicado, eis que chega a vez do boss e todos os sonhos de ser consagrado o rei dos reis cai em segundos, este Seth é terrível e vencê-lo não é simples… uma, duas, três, deixei de contar, até que as combinações de ataques ficam memorizadas e os contra-ataques são mais visíveis. E não se esqueçam da defesa, sem ela esqueçam as vitórias…

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O modo single-player dá para vivermos e revivermos o jogo dúzias e dúzias de vezes sem nos cansarmos, de factom o treino é o factor mais importante, o uso do focus de cada lutador ajuda a manter-nos na luta, a sequência de botões que activam aquele ataque / defesa especial é importante e sobretudo o conhecimento essencial de cada um dos adversários. Usar ou não usar um comando especial vai depender do gosto de cada um, no meu caso eu prefiro o comando da Xbox 360.
A primeira vez que joguei um jogo desta série foi na maravilha Sega Master Drive, entre Street Fighter e Mortal Kombat, o favoritismo recaía quase sempre para o jogo da Capcom, por causa do protagonismo de Ryu. Visualizar esta série, numa consola de nova geração, com um grafismo fantástico, deixou-me com um enorme sorriso na cara, quem diria que aquelas pequenas personagens que mais pareciam pontinhos luminosos a movimentarem-se graciosamente no ecrã da nossa televisão, se transformaram em fantásticos lutadores, quase reais mas que mantêm a mística Street Fighter.

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Pontos negativos apenas detecto dois, não existe um modo torneio e o modo online não é muito estável. Também não gostei do preço dos add-on, um pouco excessivo para a qualidade dos mesmos. Os pontos positivos são imensos, mas o mais importante é o grafismo, os efeitos sonoros e a nova jogabilidade que a Capcom desenvolveu para este novo jogo.
Quem gosta de Street Fighter vai adorar este novo jogo, mas terá que regressar ao inicio da aprendizagem para voltar a ser o melhor dos melhores. Finalmnente uma atenção para a comunidade bastante activa deste jogo, que se junta e organiza torneios. É por causa deles que este tipo de jogos sobrevive ao longo dos tempos!

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