A Panda Security, empresa líder em soluções de segurança baseadas em cloud-computing, realizou um estudo de Julho a Setembro onde foi analisado em detalhe o tráfego de e-mail gerado por 867 empresas de 11 diferentes sectores presentes em 22 países dos continentes Americano e Europeu. No total foram analisadas mais de 503 milhões de mensagens.
O objectivo do estudo foi comparar os efeitos do spam e do malware nos diferentes sectores de negócio.
Segundo Luis Corrons, Director Técnico do PandaLabs, “Tinhamos curiosidade em verificar se o spam e o malware distribuído por e-mail afectavam as empresas de forma semelhante, ou se existiam factores que influenciavam a probabilidade de se tornarem um alvo. Ficámos surpreendidos por encontrar diferenças significativas (de cerca de 12%) no rácio de correio indesejado recebido entre os diferentes sectores de negócio”.

A principal conclusão deste estudo é que os sectores automóvel e eléctrico, seguidos pelas instituições governamentais, são os três principais destinatários de spam e malware distribuído por e-mail, com rácios de 99,89%, 99,78% e 99,60%, respectivamente. Este rácio representa a percentagem de spam ou de mensagens maliciosas na totalidade de e-mail recebido. Consequentemente, isto significa que apenas 0,11% do correio electrónico recebido pelas empresas ligadas à indústria automóvel é legítimo (0,22% no sector eléctrico e 0,40% nas instituições governamentais).
É interessante destacar o facto de que o sector bancário, que se imaginava como sendo o principal alvo, encontra-se no fim do ranking com um rácio de 92,48%. Os sectores da educação e turismo encerram o ranking com rácios de respectivamente 87,98% e 87,22%.
Por outro lado não houve diferenças consideráveis nos campos de assunto do spam recebido nos diferentes sectores. A maioria (mais de 68%) estavam relacionados com produtos farmacêuticos. Os restantes relacionaram-se com anúncios de réplicas de produtos, com 18%, e mensagens com conteúdo sexual, com 11%.
Os Banker Trojans foram responsáveis por cerca de 70% das detecções de malware. Estes foram seguidos por adware/spyware, com 22%, e o restante a ser representado por vírus, worms, etc.
Comentários recentes